Recuerdos...
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» Buteo buteo. Vermiosa, Figueira de Castelo Rodrigo.
Após um período de retiro espiritual, após o qual muita coisa à minha volta mudou, aqui ficam mais umas recordações de uma incursão à Terra dos Faunos... e algumas reflexões, porque até os seres mitológicos podem ser sentimentais. :)

» Milvus milvus. Almofala. Parque Natural do Douro Internacional.
O momento parece de feição para se olhar para trás e fazer uma retrospectiva dos últimos meses. Foram, sem dúvida, os mais duros de que tenho memória, exigindo capacidades extraordinárias de adaptação e resistência. Mas já se sabe que nada de bom se obtém sem esforço, e a contrapartida foi imensuravelmente melhor. :)
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» Buteo buteo. Vermiosa, Figueira de Castelo Rodrigo.
Furtar-me-ei de enumerar aqui os motivos pelos quais estes meses foram tão especiais, bastando apenas dizer que me permitiram crescer mais do que 6 anos de curso e sentir-me verdadeiramente posta à prova (o que nem sempre é fácil, contudo a satisfação de superar é indiscritível).
» Gyps fulvus. Almofala. Parque Natural do Douro Internacional.
A quem partilhou comigo esta fase – à distância ou pessoalmente – um sincero obrigado. :)
Os faunos nasceram como um escape quando nem tudo corria bem, e rapidamente ajudaram a desvendar a mística desta região fantástica que me acolheu nos últimos meses - a Beira Alta.
Espero que haja sempre motivos para voltar, assim como para manter vivos os faunos (coitadinhos, também têm direito :P).
A Nave...
Published by CF under on 4.2.09
Penedal, ora rotundo e atropelado, ora jazente à flor da terra como ossadas mal sepultas, escarpas alampanhadas de rabugem, bouças fôfas de mato galego ou de sargaço ribeirinho, morros na postura de cavalos afrontados, colinas crespas a correr à doida, como se a Natureza ali se deixara invadir de pânico, era a Nave. Aquilino Ribeiro
Andam Faunos pelos Bosques
» Serra da Nave, Moimenta da Beira.
À descoberta dos bosques II
Published by CF under on 4.2.09» Folgosinho, Gouveia.
Após um período de ausência, aqui fica mais uma recordação da mais recente incursão aos bosques.
Sim, porque há pessoas que têm este bichinho de viver no limite, decidimos voltar a seguir o rasto dos faunos e arriscar tudo, mesmo quando se previam tempestades e vendavais... (para adicionar o limite meteorológico à imensa lista de conquistas *hehe)
Mais uma vez, os faunos fintaram-nos. Mas valeu a pena pelo convívio e pela oportunidade de ficar a saber para que lado andam as trepadeiras, que há um pássaro chamado bico-grossudo (coitado :P ) e que a ginja das Tílias não é nada má. :)A neve...
Published by CF under on 13.1.09
Seriam dez horas e caía neve (...) em faíscas que não bailam nem se vêem descer do céu, parece chegar de longe, num voo rasteiro, sem quebra. E a concubina danada do vento nordeste. Ambos, pela serra fora, são como dois cavalões encrespados a correr.

» Vinhó, Gouveia.
Fustigam o viandante, derrotam as matas, as aldeias transfiguram-se em barrocais, montes de brancura a uma banda, negridão cavernosa a outra. Quem está debaixo de telha deixa-se estar, que para lapas e apríscos enxotou ela os rebanhos e os animaizinhos do monte.
Aquilino Ribeiro
Terras do Demo

